
A parceria de 20 anos do Inter com a Andrade Gutierrez deverá receber 200 votos favoráveis e 90 contrários na sessão de quinta-feira, a partir das 20h, no Conselho Deliberativo. O possível placar surgiu de levantamentos feito pela situação e até por movimentos de oposição no Beira-Rio.
Nos bastidores, a aprovação da reforma do estádio – e com essa diferença de votos – seria uma segunda vitória política da gestão Giovanni Luigi sobre a oposição. A primeira foi a conquista da vaga à pré-Libertadores. Nos últimos dias, a direção conseguiu serenar os ânimos dos oposicionistas. As ameaças veladas de ingresso na Justiça, caso a parceria fosse aprovada, cessaram.
Ibsen Pinheiro, espécie de porta-voz dos conselheiros favoráveis ao autofinanciamento da obra e contrários à união com a empreiteira de Minas Gerais, proporá um referendo para que os 103 mil sócios decidam o futuro da reforma, mesmo que aprovada na sessão de quinta-feira. Essa proposição de Ibsen não deverá passar no Conselho.
Cerca de 60 conselheiros já analisaram a minuta na sala de reuniões da presidência. Apesar de o número parecer baixo, uma vez que o Conselho é formado por 347 pessoas, muitos movimentos políticos mandaram representantes para que depois repassem aos demais as principais cláusulas do contrato. A previsão é que 100 conselheiros analisem a minuta até as 19h de amanhã.
Preocupada em cumprir todos os ritos para o trâmite da minuta entre os conselheiros, a direção do clube fará uma reunião amanhã à noite, a fim de esclarecer as dúvidas dos interessados com os advogados do escritório Tozzini/Freire, antes da votação.
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